Todas as artes envolvem criatividade humana, uso de materiais ou suportes específicos e processos de criação que resultam em uma obra com valor estético. Elas buscam expressar ideias ou realidades culturais, transcendendo barreiras linguísticas ou sensoriais.
Elementos fundamentais das artes visuais, como ponto, linha, cor, volume, superfície, textura também possuem significado em outras artes. Princípios como equilíbrio, ritmo, harmonia e contraste unem todas as formas artísticas, criando coesão e impacto emocional.
Vários autores, críticos e teóricos da arte exploram a temática dos elementos fundamentais comuns entre as diferentes formas de expressão artística (música, pintura, literatura, escultura, arquitetura, cinema, teatro, dança, entre outras).
Aqui estão alguns dos principais autores e abordagens
Gotthold Ephraim Lessing: no século XVIII, em sua obra Laocoonte (Laokoon), investigou as fronteiras e as interseçõponto, linha, forma, cor, textura, espaço e volume, entre outros,es entre a literatura, mais especificamente a poesia, e as artes visuais, pricipalmente a pintura, estabelecendo distinções, mas também os elementos de composição que compartilham.
Wassily Kandinsky: em sua obra teórica, particularmente em "Do Espiritual na Arte" e "Ponto e Linha sobre Plano", Kandinsky analisa os elementos visuais (ponto, linha, forma) através de uma analogia com a música, defendendo que cores e formas possuem sons, ritmos e vibrações internas, criando uma ponte entre artes visuais e musicais.
Rudolf Arnheim: Com seu livro clássico "Arte e Percepção Visual", Arnheim explora os princípios da psicologia da Gestalt, demonstrando como elementos como equilíbrio, forma, espaço e cor são fundamentais não apenas nas artes visuais, mas regem a percepção e a estrutura em diversas formas de arte.
Escrevo uma carta para o eu educador, professor efetivo na Educação de Jovens e
Adultos da Rede Municipal de Florianópolis. A minha vida acadêmica iniciou-se
muito jovem, na UCS - Universidade de Caxias do Sul, onde cursei Administração
de Empresas, noturno. A escolha por este curso se deu, não em função de vocação
para a gerência, tampouco por ser herdeiro de alguma coisa que necessitasse de
um administrador profissional habilitado em nível superior. Ela se deu,
simplesmente por ser o curso acadêmico mais barato oferecido por aquela
instituição privada de ensino, por ser noturno e por haver uma grande demanda
por profissionais com essa formação naquela época àquela cidade. Como era de se
esperar, não concluí a graduação, mas tive a oportunidade de estudar economia,
teoria geral da administração, entre outras disciplinas que se não me aprouveram
no trabalho atual, muito me serviram para formação política e organizacional e
para a vida pessoal. Sou Licenciado em Educação Artística, com Habilitação em
Música. Fui estudante das últimas turmas nessa modalidade na universidade em que
estudei, no caso, a UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina. Na próxima
alteração curricular implantada no Departamento de Música daquela instituição,
após o meu ingresso, a nomenclatura do curso foi alterada para Licenciatura em
Música. Não obstante a mudança de nome, a formação seguia, basicamente, o mesmo
currículo. Havendo encerrado a licenciatura, ingressei no extinto Mestrado em
Educação e Cultura, da Faculdade de Educação da mesma universidade. Ingressei
como estudante ouvinte, havendo concluído boa parte das disciplinas e já me
encontrava preparando o projeto de pesquisa que seria submetido para ingresso
como estudante regular. Antes disso, porém, o curso foi encerrado pela
universidade, não havendo a publicação de edital para novos ingressos. Mais uma
vez, ficou um importante aprendizado, que contribuiu muito para a minha atuação
profissional, embora sem a devida titulação. No ano de 2009, ingressei no
Mestrado em Música, do Programa de Pós Graduação em Música do Centro de Artes da
UDESC. A área de concentração em que pesquisei foi Educação Musical, havendo
investigado as “Tecnologias da Informação e Comunicação na Formação Inicial do
Professor de Música: um estudo sobre o uso de recursos tecnológicos por
estudantes de Licenciatura em Música no Estado de Santa Catarina”. Defendi esta
dissertação no ano de 2010. Assim, adentrei na área da educação por escolha. Fui
assessor na DEF – Diretoria de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino e
diretor da Escola Básica Municipal Mâncio Costa. A música, por sua vez, é parte
indissociável de mim. Toda a minha formação, embora tenha se dado em um curso
com o nome “Educação Artística”, ela ocorreu com sólida formação musical e com
toda a ênfase na docência em Música. Isto precisa ser dito, pois a modalidade
“Educação Artística” foi sendo abandonada após a promulgação da LDB – Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996. Isto se relaciona ao fato de
que a chamada Educação Artística aparecia nos currículos da antiga LDB de 1972.
A disciplina Educação Artística estava vinculada à prática polivalente no ensino
de Artes. A partir dos anos 1980, a crítica a polivalência culminou na formação
inicial do professor por modalidade artística e a Prefeitura Municipal de
Florianópolis foi uma das primeiras no país a adotar as diferentes modalidades
(Música, Teatro, Dança e Artes Visuais) dentro da disciplina Artes. Nesta rede
de ensino, cada profissional deveria atuar dentro da sua área de formação
inicial. No meu caso, Música. Iniciei nesta rede de ensino em 2001 como
professor temporário e, a partir de 2024, como professor efetivo. Trabalhei por
muito tempo em escolas básicas, especificamente com aulas de Música:
musicalização, prática de instrumentos, canto e práticas musicais corporais,
escrita, leitura de música, entre outros conteúdos do escopo da área. Eu era
aquilo que se pode classificar como típico professor de área. No início da
carreira, enquanto era docente temporário, trabalhei por dois anos na EJA. Ao me
efetivar, lecionei a maior parte do tempo em escolas básicas como professor de
Artes / Música. Atualmente, estou na EJA Centro I. Este é o meu sexto ano desde
que modifiquei a minha lotação para a modalidade Educação de Jovens e Adultos. O
Núcleo Centro I é o único núcleo que oferece esta modalidade de ensino no
horário diurno. Neste retorno à EJA, percebi que aquela atuação como professor
típico de área não era mais possível. Preciso registrar que, mesmo na escola
básica, enquanto professor de música, me vi cada vez mais incorporando elementos
de outras modalidades artísticas em minhas aulas. É preciso aclarar que isto
nunca foi feito no sentido da polivalência, mas sim das interfaces e conexões
entre as modalidades artísticas. Elementos fundamentais como ritmo, harmonia,
linha, tempo, entre outros e apenas para citar alguns, estão presentes em todas
as modalidades artísticas. Assim, ao ouvir uma música barroca, por exemplo,
procurava mostrar imagens do período barroco, a arquitetura da época, o
vestuário, e outros elementos que pudessem contribuir para a compreensão daquele
período na Música. Estando na EJA, este tipo de percepção se tornou ainda mais
evidente. Na EJA, não posso recusar um desenho que o estudante traz de casa: -
“Está muito lindo, mas agora guarde isso, menino, que a aula é de Música”.
Embora mesmo na escola básica eu não atuasse assim, sectariamente quanto às
diversas modalidades artísticas, o foco da disciplina estave sempre orientado
totalmente para o desenvolvimento da musicalidade do estudante. Na EJA, tive que
me reinventar. Não bastava dizer que o desenho era lindo e expor na sala ou na
feira de ciências da escola. Tive que ajudar aquele estudante que trazia um
desenho, uma escultura, uma peça teatral ou uma dança, por exemplo, a procurar
aprimorar-se na arte pela qual se exprimia. Tive que pesquisar com o estudante
e, até mesmo, me aventurar em outras modalidades artísticas junto com eles. É
importante ressaltar que não se trata de um retorno à polivalência. Compreendo
perfeitamente o motivo que levou a área de Artes a abandonar aquele modelo de
educação. Mas, estando na modalidade Educação de Jovens e Adultos, preciso
considerar a trajetória do estudante. É preciso relevar os saberes que este
aluno já possui. Assim, nas Artes, não poderia ser diferente. Na prática, recebo
muitos trabalhos de Artes Visuais, Design, Música, para citar de memória. Alguns
estudantes chegaram até mim, considerando-se o multiculturalismo como um lugar
onde todos são artistas em algum nível de desenvolvimento entre o mestre e o
aprendiz, artistas de muita qualidade. Assim, realizei exposições individuais de
estudantes com habilidades em Artes Visuais, ministrei oficinas com técnicas
diversas para produção de imagens, como estêncil, grafite, colagem, mosaico,
desenho, papietagem, reciclagem e reaproveitamento de papéis, entre outras. Por
esforço, desenvolvi a habilidade de desenhar e assim, consigo ministrar classes
de desenho. Trabalhei, no campo do design com desenho de fontes, apresentações
de trabalhos, construção de folders e cartazes, prototipagem, entre outras.
Construí duas instalações para eventos da EJA / Florianópolis. Uma delas, uma
instalação digital com registros da atuação do núcleo durante a pandemia de
Covid19, para o ENEJA – Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos,
realizado em Florianópolis no ano de 2022. Outra instalação digital trazendo a
memória da presença da EJA no NETI/UNAPI/UFSC (Núcleo de Estudos da Terceira
Idade / Universidade Aberta a Pessoa Idosa / Universidade Federal de Santa
Catarina). Esta instalação foi parte da estante do núcleo na SEPEX – Semana de
Pesquisa e Extensão, da UFSC, em 2023. No ano de 2024, a oficina que ministrei
para a construção de imagens com mosaico, resultou no trabalho vencedor do
concurso que escolheu a identidade visual do Festival da Primavera, evento
promovido pela EJA / Florianópolis. Promovi os estudantes com habilidade em
Música. Muitos deles chegaram na EJA, inclusive, com músicas em plataformas de
streaming. Levei estudantes para estúdio de gravação, gravei os estudantes,
editei áudio produzindo a música feita por eles. Também preparei estudantes para
festivais, marcadamente, o Festival Escolar da Canção, da Prefeitura Municipal
de Florianópolis. No polo NETI/UNAPI/UFSC, mantenho uma oficina regular de Canto
Coletivo. A oficina recebe este nome pois nem sempre é possível contar com a
presença de quatro tipos de vozes (soprano, contralto, tenor e baixo). Assim,
não é possível nomear o trabalho como Oficina de Canto Coral, embora a prática
seja muito semelhante: realizo sempre um relaxamento muscular, aquecimento
vocal, estudos de técnica vocal, estudos de Música e ensaio de repertório. Já
nos apresentamos em eventos internos do núcleo e externos, como na SEPEX, em
2024. Ainda no NETI/UNAPI/UFSC inciei, em 2025, uma oficina semanal de Prática
de Conjunto – Violão. Durante a vigência da Pandemia de COVID19, produzi, com a
colaboração dos demais profissionais do núcleo, um podcast e um videocast.
Fizemos audiolivros e musicalizei uma série de leituras iniciais. Também
musicalizei a leitura de um cordel, o qual era divulgado semanalmente, como uma
radionovela. No âmbito das Artes Cênicas e da dança, produzi vídeos com os
alunos. Em alguns deles, com verdadeira atuação dramática. Escrevemos juntos
roteiros e construímos storyboard. Trabalhei noções de espaço cênico e de
posicionamento de câmera. Fizemos oficinas de fotografia e muita coisa orientada
à produção cinematográfica. Também recebi e orientei estagiários do Departamento
de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina. A dança também faz
parte do trabalho realizado com vídeo, muitos deles para o Festival do Minuto,
produzido anualmente pela EJA/Florianópolis. Além desta atuação enquanto fazedor
de arte com os estudantes, é preciso olhar para a presença das Artes no
princípio da pesquisa, tal qual empregado na EJA / Florianópolis. A presença das
artes, a partir da minha atuação profissional, se dá no sentido da orientação de
pesquisas em todas as modalidades artísticas. Conteúdos sobre artes aparecem
como interesse de muitos estudantes: biografias e estilos musicais, por exemplo,
muitas vezes são os assuntos de muitas das problemáticas pesquisadas. Áreas de
atuação como Design, Moda, Música, Cinema, Teatro e Arquitetura, são constantes
em investigações feitas pelos estudantes. Assim, um falar sobre arte se faz
muito necessário no dia a dia do Núcleo. No caso da música, por exemplo, áreas
como musicologia, etnomusicologia, musicologia histórica, filosofia da música,
sociologia da música, antropologia, educação musical, entre outras são
necessárias para realizar ou complementar muitas das investigações realizadas
pelos estudantes. O mesmo se estende para as demais modalidades artísticas.
Assim, além da perspectiva histórica da Música, preciso abordar igualmente, a
História das Artes Visuais, do Teatro, da Dança, da Arquitetura, do Design, para
citar algumas. Na sociologia da Música, preciso referir a sociologia da Arte e
das modalidades artísticas. Isto vale para todas as áreas que contribuem para o
entendimento das Artes: Filosofia da Música e Filosofia da Arte. Psicologia da
Música e Psicologia da Artes. Assim, sendo, concomitantemente a todos os temas
abordados em pesquisa. Isto, de forma alguma é polivalência. Trato, aqui, da
interligação entre as diversas modalidades artísticas para enriquecer a prática
docente. O professor de Música sofre uma mutação. O professor de Arte se impõe.
Pensando em uma maneira de atuar na Educação de Jovens e Adultos, de
modo a contribuir com uma discussão sobre os diversos movimentos
musicais no Brasil e suas estéticas particulares, criou-se uma lista de
álbuns disponíveis no Youtube para apreciação.
É tarefa difícil a de criar uma lista de álbuns, de modo que esta playlist não
possui a pretensão de comunicar nada mais além de uma visão da História
Fonográfica Brasileira a partir do entendimento do curador sobre estes
movimentos. É, portanto, apenas uma opinião.
Também buscou-se proporcionar a experiência da audição de álbuns
completos. Álbuns importantes podem ter ficado de fora pelo fato de não
estarem disponíveis neste formato nas plataformas utilizadas: LastFM, Spotify e Youtube.
PENSAFONE: um instrumento digital de baixo custo para Educação Musical
Gilberto André Borges
Há tempos não escrevo sobre pesquisas e inquietações de campo de trabalho por absoluta falta de tempo. Enquanto professor da Educação Básica, considerando este nível como sendo imbuído de tarefas de ensino, mais do que disponibiliza carga horária ao docente que possa dedicar à pesquisa ou alguma outra atividade acadêmica, pois que, atuando na Educação de Jovens e Adultos, ainda em 2019, fui convidado a participar, pela Diretoria de Educação de Jovens e Adultos, da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, do projeto Juventude Maker, parceria desta rede com o Sebrae. O projeto objetiva desenvolver a chamada cultura Maker que baseia-se na ideia de que as pessoas podem buscar soluções inovadoras e criativas, com o uso de ferramentas apropriadas, para automação de tarefas e desenvolvimento de objetos e tecnologias.
O desenvolvimento tecnológico possibilitado desde o surgimento dos equipamentos de processamento de dados e de acesso à rede mundial de computadores, a partir da segunda metade do século XX, viabiliza um cenário de efervescência para o desenvolvimento de projetos. Ferramentas baseadas em tecnologias contemporâneas, como o Arduino, impressoras 3D e equipamentos a laser, entre outros, descortinam um universo gigantesco de possibilidades à inovação.
Pois que, iniciado o projeto, imbuí-me da tarefa de desenvolver um instrumento que houvesse proveito à Educação Musical. Tamanha tarefa demanda tempo e dedicação à pesquisa, pelo menos àquela orientada ao entendimento dos aspectos musicais, pedagógicos e técnicos que obrigatoriamente se encontram envolvidos.
Dos aspectos musicais, podemos dizer que encontraremos os de cunho expressivo e artístico bem como os relacionados às questões pedagógicas e de cunho metodológico, pertinentes a área da Educação Musical. Quanto aos aspectos técnicos necessários, foi possível conhecer nas aulas do curso Juventude Maker, os princípios básicos que envolvem a construção de um circuito elétrico, o uso do Arduino e seu ambiente de desenvolvimento, noções de projeto elétrico, impressão 3D e tópicos de programação em C++. De minha bagagem, a considerar a formação na área de Educação Musical, trazia noções de programação em diversas linguagens, alguma prática no uso de ferramentas de desenho 2D e 3D e o conhecimento da física relacionada ao som, especificamente, os do campo da ondulatória.
Música
Aspectos musicais de cunho expressivo, referem-se àqueles que envolvem desde o gesto musical até as questões de construção do tabuleiro do instrumento. Chamo de tabuleiro à carcaça do equipamento, apropriadamente desenhada para proporcionar um gesto musical fácil e rapidamente assimilável. Neste sentido, o tabuleiro foi pensado como uma estrutura deslizante por onde um slide corre de uma extremidade à outra gerando uma distância mensurável por um sensor. O gesto musical vai do grave ao agudo na proporção do afastamento em relação ao sensor.
Figura 1: Modelo 3D da Carcaça Plástica
Figura 2: Protótipo de Carcaça em papietagem
Figura 3: Protótipo de Carcaça em papietagem
Figura 4: Protótipo de Carcaça em papietagem
Figura 5: Protótipo de Carcaça em papietagem
A ideia inicial era a de que seria possível realizar o movimento apenas com as mãos, como ao tocar uma harpa invisível ou algum devaneio neste sentido. Mas impôs-se a necessidade de precisão e, no uso do slide, obteve-se a melhor solução, ainda que insuficiente.
O slide, embora tenha melhorado significativamente a precisão da altura, não foi eficiente na definição da duração do som, o que foi resolvido acrescentando-se um botão de acionamento do sensor. Outros aspectos musicais, como a intensidade e o timbre também mereceram atenção. Melhorou-se muito o timbre com a troca de um buzzer, utilizado inicialmente no projeto, por um circuito amplificador e alto-falantes. Com isso, a onda gerada nas portas digitais do Arduino passou a ser reproduzida com uma melhor qualidade.
No tocante à intensidade, a placa amplificadora oferece a possibilidade de controle deste parâmetro. Optou-se por não utilizar o controle de amplitude no protótipo que desenvolvemos, pois isso acrescentaria outro elemento a ser controlado pelo executante, em prejuízo da tocabilidade. Nada impede que isso seja feito e possivelmente acrescentaremos este controle, mas o resultado obtido será um instrumento um pouco mais complexo do que este que nos propomos a oferecer, sobretudo aos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Também os estudantes de qualquer faixa etária que manifestem pouca prática musical serão beneficiados. Assim, a habilidade requerida para tocar o instrumento limita-se ao deslizamento horizontal do slide e o pressionamento de um botão que assume a função rítmica.
Na maneira como foi construído, o aparelho possibilita a composição de músicas, sendo fácil a transferência dos dados lidos pelo sensor a qualquer formato digital de armazenamento de música, seja pelo emprego do protocolo MIDI ou de marcação XML. Quanto a gravação, é possível exportar áudio diretamente, tanto na saída física do amplificador, quanto interceptar o sinal RAW gerado nos pinos digitais do Arduino. Musicalmente, trata-se de um instrumento melódico e cromático, que permite articulações ligadas ou destacadas. Também pode ser facilmente convertido para interface de controle apenas modificando-se o software. Com isso, as possibilidades de aplicação musical torna-se ainda maior.
Aplicação pedagógica
Imaginar um instrumento pedagógico musical digital utilizável em sala de aula permeia observar diversas variáveis que encontram-se presentes no panorama da Educação Musical escolar. A disciplina Música enfrenta diversos desafios no âmbito da escola pública no Brasil. Desde o descumprimento da obrigatoriedade legal da oferta da disciplina por parte de Estados e Municípios até as diferenças de implementação nos poucos locais onde ela é oferecida.
Os desafios são hercúleos: o professor de Música na escola pública, via de regra, lida com a falta de materiais específicos para a disciplina, inexistência, na grande maioria dos casos, de espaços físicos adequados para a prática musical, inadequação entre carga horária e número de alunos por turmas, bem como o total desconhecimento por parte de pais, gestores e diretores escolares das particularidades inerentes à musicalização e ao desenvolvimento da musicalidade.
Um outro problema que atinge a educação no Brasil é o da ausência de políticas públicas que garantam o acesso
aos estudantes aos materiais pedagógicos que necessitam para o seu desenvolvimento escolar. O Estado brasileiro omite-se na oferta destes materiais e, por outro lado,
as famílias brasileiras não conseguem custear acesso à Internet, equipamentos digitais de processamento de dados, bem como aos instrumentos musicais e
científicos aos alunos. Esse papel deve ser cumprido pelo Estado e deveria ser prioritário na execução de uma educação pública, laica, gratuita e de qualidade, pela qual todos pagamos com nossos impostos.
Assim, um instrumento digital deve, primeiramente, oferecer a possibilidade de compor, tocar e gravar. Também precisa ser de fácil
execução, de modo que possa ser útil desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até os anos finais e na Educação de Jovens e Adultos. Além disso, deve oferecer a possibilidade de integração com qualquer outro equipamento eletrônico digital ou analógico, bem
como poder exportar dados utilizáveis e integráveis em outras aplicações e softwares.
A considerar a dualidade do ensino no Brasil, onde observa-se a olhos nus a existência de uma escola para os ricos e outra para os pobres, deve-se pensar, obrigatoriamente, um instrumento para a escola pública em toda a sua precariedade e ausência de investimentos. Assim, o instrumento deve considerar ser útil em salas superlotadas onde, não raro, infelizmente, encontramos mais de 40 alunos e uma ou nenhuma tomada elétrica funcionando no local. Deve considerar as APP’s falidas, sem dinheiro para comprar pilhas ou baterias para abastecer um número grande de instrumentos. Também precisa tomar por variável obrigatória, lamentavelmente, as dificuldades de acesso à rede mundial de computadores e a precariedade dos equipamentos para este fim existentes nas escolas públicas. Neste sentido, imaginamos, desde o início dos trabalhos, um instrumento portátil, de uso individual e abastecido por células
fotovoltaicas.
O Arduino pode ser alimentado por diversas fontes, desde uma saída USB de computadores e celulares, até adaptadores específicos
para rede elétrica ou pilhas e baterias. Dentre estas possibilidades está a de usar-se um carregador fotovoltaico, vendido em qualquer loja de equipamentos eletrônicos e que possua uma saída USB de 5 volts. Recomenda-se o fornecimento de corrente por saídas USB da placa do computador que está rodando a IDE do Arduino durante o desenvolvimento do protótipo. Para utilizar um carregador fotovoltaico, nos certificamos de que a corrente elétrica fornecida fosse compatível com a alimentação do Arduino. O carregador, inclusive, possui uma bateria interna, o que garante uma autonomia de algumas horas de uso ao instrumento. Durante o dia, estará sempre armazenando energia, mesmo que fornecendo corrente ao aparelho.
Um outro elemento importante quando mencionamos políticas públicas refere-se ao financiamento público. Discutir política pública é discutir dinheiro público. Deste modo, o equipamento deve ter baixo custo de produção. Utilizamos na construção do protótipo um Arduino UNO, mas o projeto pode ser implementado com um Arduino NANO. Abaixo, uma demonstração dos custos em valores de dezembro de
2020:
Arduino Nano
35,00
Sensor Ultrassônico HC-SR04
20,00
Circuito Amplificador DS-LM386
13,00
Alto-falante de 4pol 12w
10,00
TOTAL
78,00
É preciso considerar que estes preços sofreram arredondamento para mais e que constituem uma média dos preços praticados ao consumidor no varejo pesquisados na Internet. Também devemos apontar que, um carregador solar USB com bateria acoplada custa, na mesma lógica de busca de preços, a parir de 50 reais, considerando-se a multiplicidade de modelos. Também devemos ponderar que o custo apresentado acima refere-se ao custo do protótipo. Este está muito além do custo alcançável em um processo de produção em larga escala.
Técnica
Disponibilizamos, ao final deste artigo, íntegra do código fonte e esquemas de montagem do projeto, bem como os links de acesso aos projetos relacionados no Tinkercad. Também registramos alguns vídeos e fotos do processo que podem ser acessados. Adiantamos que os requisitos para montagem do equipamento são elementares do ponto de vista da prototipagem com Arduino: saber manusear a protoboard, efetuar as ligações e montar um tabuleiro. O tabuleiro pode ser impresso a um baixo custo, mas também pode ser confeccionado em outros materiais.
De regra, a leitura de distância efetuada pelo sensor é mais eficiente em materiais com maior rigidez mecânica. Construímos um protótipo com papietagem sobre uma base de papelão. É importante considerar que o papel absorve parte da onda que recebe, por isso, envolvemos o slide em papel-alumínio. Os materiais necessários para construir a carcaça do protótipo foram: papelão, papel para papietar, cola, tesoura, e estilete. A montagem requereu um Arduino UNO, protoboard, cabos de ligação, um botão de acionamento, uma placa amplificadora DS-LM386, um sensor ultrassônico HC-SR04 e um alto-falante que foi aproveitado de um antigo receptor a pilhas, que foi desmontado, sendo a sua carcaça aproveitada como caixa acústica.
Links
Vídeos
Canal Gilblack - Construção do Pensafone
Desenho de circuito no Tinkercad: Pensafone. Um instrumento musical digital para Educação Musical
Olá, pessoal. Tudo bem? Vamos falar um pouquinho
sobre a utilização de conteúdo de terceiros nas nossas pesquisas e
produções? Sabemos que todo conteúdo disponibilizado na rede mundial de
computadores é protegido por direitos autorais. As indústrias de
software e de entretenimento, principalmente, não se cansam de deixar à
vista, na cara do usuário que aquele aplicativo de celular ou
determinado filme ou música possui aquilo que chamamos direitos reservados.
"Direito autoral ou direito de autor é
um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou
jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa usufruir de
quaisquer benefícios morais e patrimoniais resultantes da exploração de
suas criações. É derivado dos direitos individuais e situa-se como um
elemento híbrido, especial e autônomo dentro do direito civil.
Para efeitos legais, divide-se em direitos morais e
patrimoniais: os direitos morais asseguram a autoria da criação ao autor
da obra intelectual e são intransferíveis e irrenunciáveis. Já os
direitos patrimoniais se referem principalmente à utilização econômica
da obra intelectual, podendo ser transferidos e/ou cedidos a outras
pessoas. A transferência dos direitos patrimoniais se dá por meio de
licenciamento e/ou cessão."
Os direitos autorais,no Brasil, são regulamentados
pela lei 9.610/98 e no mundo por convenções e acordos internacionais. Na
prática, qualquer pessoa que publique uma obra intelectual, seja ela de
qualquer natureza, como por exemplo, criações originais literárias,
artísticas ou técnicas, possui os direitos de autor assegurados
independentemente de registro em órgãos competentes. Desta forma, ao
realizar trabalhos, sejam escolares ou de outra natureza, precisamos
estar atentos ao tipo de licença que o material que estamos usando
possui. Existem uma gama de licenças que vão desde as mais restritivas,
que impedem o uso da obra ou mesmo de parte dela, até licenças que
possibilitam um uso
irrestrito do conteúdo. O uso de uma obra já existente na produção de
outra, chamamos de derivação e a produção
resultante de obra derivada.
O uso de citações de textos com direitos autorais
reservados em trabalhos acadêmicos ou escolares está bem
definido em regras de citação e de referenciamento de fontes, pela ABNT –
Associação Brasileira de Normas Técnicas. Desta maneira, para utilizar
pequenas partes de um texto basta seguir as orientações dadas pelos seus
professores no tocante à pesquisa e a produção textual e você não terá
problemas, seja o conteúdo proveniente de livros ou de endereços na
Internet. O problema maior surge, quando se faz necessário empregar um
livro inteiro, uma fotografia, uma música ou um vídeo. Quando não houver
nenhuma indicação sobre licenciamento, valem as regras
estabelecidas na lei 9.610/98, que determinam a proibição do uso do
conteúdo sem autorização expressa do autor. Isto acontece porque a
pessoa que infringe esta lei pode ser processada e pagar até pesadas
multas indenizatórias, dependendo da gravidade de cada caso. Algumas
ações por uso indevido de obras protegidas atingem cifras milionárias,
calculando-se o prejuízo moral e patrimonial causado ao autor.
Assim, para utilizarmos um conteúdo sem receio quanto
a autorização legal, precisamos observar o que o material indica como
licenciamento. Veja o exemplo abaixo, extraído de um livro:
fonte: FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. São Paulo: Novo Século Editora, 2019.
Observem o uso da palavra inglesa copyright
logo na terceira linha da página. Esta palavra indica que todos os
direitos referentes a esta obra estão reservados e que você somente
poderá usar este conteúdo com a autorização expressa dos detentores dos
direitos autorais. Esta
licença é representada pelo símbolo contendo a letra C dentro de um
círculo:
Porém, o direito autoral possui um dispositivo que
estabelece um prazo, depois do qual ele deixa de valer. Quando isto
acontece, dizemos que
a obra “caiu em domínio público”. No Brasil, o período pelo qual a lei
protege e reserva os direitos aos autores vai desde a publicaçã0 até 70
anos depois da sua data de falecimento. Cumprido este prazo, as obras
podem ser utilizadas sem a necessidade de autorização ou pagamentos.
Aqui na Eja Centro I, muitas vezes, produzimos
vídeos, áudios ou outros materiais que podem acabar divulgados na rede
mundial de computadores. A socialização final das nossas pesquisas não
precisa ser, necessariamente, feita por meio de textos. As pesquisas que
efetuamos podem resultar em produções culturais de diversos formatos,
como vídeos, gravações de áudio, podcast, cartilhas, folders,
entre outros. Precisamos levar em consideração que este material poderá
circular para muito além do nosso núcleo. Assim, quando inserimos uma
música em um vídeo, ou uma foto em uma página na Internet ou em uma
cartilha, é preciso ter certeza de que não estamos infringindo os
direitos de outras pessoas. Esta preocupação também é válida para o
conteúdo inédito produzido no núcleo. Não raro, colegas nossos compõem
músicas, desenham, criam obras visuais ou textuais inéditas, publicam
livros, gravam músicas, entregam cartilhas ou efetuam campanhas
diversas, produzem vídeos, peças teatrais, entre outros. Então, é uma
preocupação de
mão dupla, em nossos trabalhos.
Para tornar possível o trabalho criativo com ,materiais contemporâneos, precisamos lançar mão das chamadas licenças
livres. As licenças livres para conteúdo digital surgiram na esteira do chamado movimento do Software Livre, criado a partir de 1983, por um cidadão estadunidense chamado Richard Stallman. Stallman foi o fundador da Free Software Foundation.
Esta organização, sem fins lucrativos, mantém o projeto GNU, que busca
viabilizar um sistema operacional livre para uso de todos. Em 1991, um
importante passo neste sentido foi dado por outra pessoa. Um finlandês
chamado Linus Torvald desenvolveu um núcleo (kernel, em inglês) capaz de fornecer a tradução dos comandos contidos em aplicativos
para a linguagem compreensível pelas máquinas. Torvald desenvolveu o chamado kernel LINUX. Da junção entre o projeto GNU e o núcleo
desenvolvido por Linus Torvald, nasceu o sistema operacional GNU Linux.
A licença criada pela Free Software Foundation chama-se GNU General Public License, ou, como é mais conhecida, GNU GPL. Esta licença, atualmente, encontra-se na versão 3.0 e assegura, basicamente, quatro liberdades aos usuários:
- a liberdade de executar o programa como você desejar, para qualquer propósito;
- a liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades (para isto ser possível, o acesso
ao código-fonte é um pré-requisito indispensável);
- a liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar outros;
- a liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros, beneficiando toda a comunidade.
Para garantir estas liberdades, todo o conteúdo a ser
distribuído, modificado ou não pelo usuário, somente poderá
ser licenciado com a mesma licença GNU GPL. Assim, não é possível
utilizar um conteúdo livre e transformá-lo em conteúdo de direito
reservado. A licença GNU GPL é válida em todo o mundo, porque trata-se
de um licenciamento declarativo, validado por uma prática social,
especificamente voltada para a indústria de software. Para o compartilhamento de conteúdo intelectual, a licença mais utilizada e difundida chama-se Creative Commons.
"Creative Commons é uma organização não governamental sem fins lucrativos localizada em Mountain View, na California,
voltada a expandir a quantidade de obras criativas disponíveis, através
de suas licenças que permitem a cópia e compartilhamento com menos
restrições que o tradicional todos direitos reservados. Para esse fim, a
organização criou diversas licenças, conhecidas como licenças Creative Commons."
As licenças Creative Commons são representadas por símbolos que também definem quais liberdades os usuários poderão usufruir:
Cada símbolo representa um conjunto de significados:
- CC (Creative Commons) -> indica que a licença usada é Creative Commons;
- BY (Atribuição) -> significa que você
deve dar os devidos créditos ao autor ou responsável pela obra, devendo
inclusive fornecer um link para a licença e indicar se realizou
alterações no material;
- ND (Sem Derivações) -> você até pode criar obras derivadas a partir do material original, mas não distribuí-las;
- NC (Não Comercial) -> você pode usar o material, mas não para fins comerciais;
- SA (Compartilha Igual) -> se você criar obras derivadas, terá que distribuí-las sob a mesma licença usada na obra original.
PRETTO,Nelson de Luca; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da (org.). Além das redes de colaboração: internet, diversidade
cultural e tecnologias do poder. Salvador: EDUFBA, 2008.
SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre. A luta pela liberdade do conhecimento. São Paulo: Perseu Abramo, 2004.
Programa: 003 - Literatura de Cordel - O casamento do bode com a raposa
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Parte 2 |
Parte 3 |
Parte 4 |
Parte 5 |
Parte 6a |
Parte 6b |
Parte 7 |
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
EJA CENTRO I
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS
NÚCLEO DE ESTUDOS DA TERCEIRA IDADE - NETI
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
MATERIAL PEDAGÓGICO
LITERATURA DE CORDEL
01 - O CASAMENTO DO BODE COM A RAPOSA
JOSÉ BERNARDO DA SILVA
PARTE: 01
NARRAÇÃO: Alessandra Daniela da Silva Boos / Julia Rodrigues Chagas Cabral / Fernanda Bauzys
PARTE: 02
NARRAÇÃO: Gilberto André Borges
PARTE: 03
NARRAÇÃO: José Fernandes Costa
PARTE: 04
NARRAÇÃO: Luciene Fontão
PARTE: 05
NARRAÇÃO: Maristela Sagas
PARTE: 06
NARRAÇÃO: Regina Helena Seabra / Mychelle3 Santana
PARTE: 07
NARRAÇÃO: Sandra Regina Fontes
EDIÇÃO DE ÁUDIO
SONOPLASTIA
MIXAGEM
MASTERIZAÇÃO
Gilberto André Borges
TODOS OS INSTRUMENTOS E SAMPLER POR
Gilblack
TRILHA SONORA
Felix Mendelssohn - Opus 61 - Sonho de uma noite de Verão - Marcha nupcial
Gilblack - Cordéis I
Gilblack - Cordéis II
Gilblack - Cordéis III
Gilblack - Cordéis IV
Richard Wagner - Lohengrin - Ato III - Côro Nupcial
Programa: 0002 - Contos Tradicionais, Fábulas, Lendas e Mitos
EPISÓDIOS
01 | Lenda de Oxóssi
02 | As Lágrimas de Potira
03 | Maria Pamonha
04 | Como a Noite Apareceu
05 | O Uapé
06 | História do Céu
07 | Lenda das Bruxas de Itaguaçu
08 | Como Nasceu a Primeira Mandioca
09 | Narciso
10 | Pandora
11 | Acoitrapa e Chuquilhanto
12 | O Galeão Espanhol e as Ondas Cintilantes
FICHA TÉCNICA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
EJA CENTRO I
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS
NÚCLEO DE ESTUDOS DA TERCEIRA IDADE - NETI
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CONTOS TRADICIONAIS, FÁBULAS, LENDAS E MITOS
LENDAS E MITOS
12 - O GALEÃO ESPANHOL E AS ONDAS CINTILANTES
11 - ACOITRAPA E CHUQUILHANTO
10 - PANDORA
09 - NARCISO
08 - COMO NASCEU A PRIMEIRA MANDIOCA
07 - LENDA DAS BRUXAS DE ITAGUAÇU
06 - HISTÓRIA DO CÉU
05 - O UAPÉ
04 - COMO A NOITE APARECEU
03 - MARIA PAMONHA
02 - AS LÁGRIMAS DE POTIRA
01 - OXÓSSI
EDIÇÃO DE ÁUDIO
SONOPLASTIA
MIXAGEM
MASTERIZAÇÃO
Gilberto André Borges
EDIÇÃO DE VÍDEO
Gilberto André Borges
NARRAÇÃO
Episódio 01: Washington Teixeira
Episódio 02: Mychelle Santana
Episódio 03: Ricardo Guesser da Costa
Episódio 04: Maristela Sagas
Episódio 05: Gilberto André Borges
Episódio 06: José Fernandes Costa
Episódio 07: Luciene Fontão
Episódio 08: Regina Helena Seabra
Episódio 09: Sandra Regina Fontes
Episódio 10: Adriana May de Aguiar
Episódio 11: Soraia Oberto
Episódio 12: Luciene Fontão
TODOS OS INSTRUMENTOS POR
Gilblack
TRILHA SONORA
Lendas (Gilblack)
Lenda das Bruxas de Itaguaçu (Gilblack)
Passatempo (Gilblack)
Quarteto nr2 (Gilblack)
Fonogramas gentilmente cedidos por DISCO DE CORDEL
Episódio 08
Lenda registrada por Gelci José Coelho (Peninha)
Episódio 12
Fontão, Luciene
Tirando da gaveta ... aos 40 : contos / Luciene Fontão.
– Florianópolis : Ed. da Autora, 2008.
IMAGENS EPISÓDIO 008
ALBERT ECKHOUT (1610 - 1665)
Abacaxi, mamão e outras frutas
Abóboras e melões
Arara
Bananas, goiaba e outras frutas
Brazilian fruits
Brazilian tapuia
Côcos
Dança dos Tarairiús
Guará
Hoflossnitz17
Momem tupinambá
Índia tupi
Juruva
Mandioca
Tapuia Woman
FRANS POST (1612 - 1680)
Animals in Brazil
Cachoeira de Paulo Afonso
Jaguar
Moustached Guenon
Paisagem brasileira com tatu
Paisagem no Brasil
Rio São Francisco
HANS STADEN (1505 - 1576)
Dois chefes tupinambás com os corpos adornados por plumas
Paliçada de vila tupinambá com crânios no portão
JEAN DE LÈRY (1536 - 1613)
Dança dos índios tupinambás
AGRADECIMENTOS
Ardour
ardour.org
Audacity
audacityteam.org
Domínio Público
dominiopublico.gov.br
Fernando A. Martin
Concert Harp Soundfont
Freesound
freesoung.org
Hydrogen
hydrogen-music.org
JackAudio Connection Kit
jackaudio.org
JaMin
jamin.sourceforge.net
Kdenlive
kdenlive.org
Linux Audio Developer's Simple Plugin API
ladspa.org
A intenção, aos escrever essas breves dicas para uso de equipamentos
caseiros, parte do quadro pandêmico em que nos encontramos, momento em
que diversos profissionais da Rede Municipal de Ensino vêem-se embuídos
do teletrabalho e precisam criar conteúdos usando materiais e
equipamentos que tiverem à mão. Neste sentido, telefones celulares
possuem microfones superiores à grande maioria dos computadores.
Telefones móveis possuem microfones condensadores otimizados para
captura do áudio da voz humana e ofertam a possibilidade de captura de
áudio sem a necessidade de instalação de nenhum aplicativo. O melhor
áudio que qualquer aplicativo conseguir capturar não oferecerá uma
vantagem audível em equipamentos comuns comparando-se ao áudio da câmera
em modo de alta definição (HD). Assim, se seu celular não possui
memória para a instalação de um aplicativo de gravação de voz, use a
câmera do aparelho e depois descarte o vídeo, ficando somente com o
áudio na hora da edição. Outra vantagem do celular advém do fato de que é
completamente silencioso, ao contrário de computadores que possuem
ventoinhas e discos rígidos mecânicos que produzem ruídos ao operar.
Então, esse é o material mais indicado.
Para quem insiste no uso do computador, melhor opção ao microfone do
aparelho são os microfones externos tipo USB, de fácil conexão e
instalação. O uso do microfone do próprio computadores não é recomendado
porque normalmente captura ruídos do próprio equipamento, como
ventoinhas, discos rígidos e outros. O uso de um microfone conectado na
placa de áudio do computador pode produzir bons resultados dependendo da
qualidade do microfone e da boa conexão com a placa. Em áudio
profissional a conexão entre microfone e placa de som é feita usando-se
com plugues maiores ou, até mesmo, por conectores balanceados. A entrada
e saída de áudio nos equipamentos domésticos ocorre, normalmente,
utilizando-se cabos tipo P2, que são pequenos demais para os pesados
cabos de microfone. Havendo boa conexão e utilizando-se um bom
microfone, pode-se obter um bom resultado com o computador.
Gravar áudio é um processo criativo. A construção de um fonograma
passa por diferentes etapas e situações diversificadas podem acontecer
ao longo do caminho. Um produtor experiente busca equilibrar as
limitações físicas provenientes das leis da ondulatória geral e da
acústica, com as limitações acústicas de instrumentos, equipamentos e
espaços de captura, buscando preservar as características da amostra em
questão. Trata-se de engenharia complexa. Muitas vezes a matemática
envolvida chega a ser indecifrável aos não iniciados, de maneira que a
nossa sensibilidade ao som precisa assumir o processo. Então vou ater-me
diretamente nas dicas práticas. Explicações teóricas, sejam do campo da
física, da música, da psicoacústica ou de outros campos poderão ser
detalhadas em momento mais oportuno. Também é preciso atentar ao fato de
que nos limitaremos a dicas de captura de áudio. Edição, mixagem e
masterização são processos complexos demais para serem abordados nestas
poucas linhas e merecem um tutorial à parte.
Hardware: telefone celular com qualquer sistema operacional.
Software de captura: câmera
Dicas de captura:
- Fale direcionalmente ao microfone. Normalmente, o microfone fica na
parte frontal inferior do aparelho. Dirija a voz para aquele ponto. Dê
preferência a repousar o aparelho sobre uma mesa ou suporte de modo que o
microfone fique fixo sem receber choques ou mudanças de ângulo durante a
gravação. Use o telefone como se fosse um daqueles antigos gravadores
k7 de mesa.
- Use microfonação afastada. Coloque o aparelho na sua frente, com
uma distância ideal entre 30 e 60 cm. É uma distância pequena que
evitará o que chamamos de pop noise, que é o ruído do ar
(vento) dirigido ao microfone. Algumas consoantes geram um pulso de ar
que prejudica muito a inteligibilidade do áudio e é trabalhoso resolver
este problema na edição. Para gravar instrumentos acústicos também é
melhor empregar microfonação afastada. Teste a gravação e reposicione o
aparelho se preciso.
- Reflexão planejada. O som é uma onda, assim como a luz e, como tal é
refletido ou absorvido por diferentes materiais. Materiais duros, em
geral, são reflexivos: paredes, vidros, metais, azulejos, entre outros.
Tecidos e espumas são absorventes: colchões, tapetes, travesseiros, etc.
Uma captura de voz para posterior edição requer que o áudio possua a
menor quantidade possível de relexão, pois a ambiência é acrescentada
posteriormente. Captura de voz sem edição, por outro lado, é melhor que
seja feita em um ambiente mais reflexivo. No caso da EJA Centro I,
estamos trabalhando com a primeira alternativa, ou seja, áudio com pouca
relexão para tratamento à posteriori.
- Silêncio é meta! Silêncio absoluto só é possível ser obtido em
condições muito especiais e em laboratórios complexos construídos
especificamente para isso. Então, temos que encarar o silêncio do
ambiente como meta! Se preciso, desligue aparelhos, feche portas e
janelas, espere o carro passar, o avião ou o barulho na vizinhança. Por
mais que seja possível tratar uma peça de áudio, tanto quanto menos
edição, melhor, em função de várias variáveis. Não se faz edição de
áudio sem prejuízo do sinal. Você professor também não irá querer gastar
horas na edição de um áudio, que é processo complexo e trabalhoso,
sendo que todo este trabalho poderia haver sido evitado com a busca de
silêncio no set de gravação.
- Todos que possuem automóveis possuem também uma cabine de som em
casa. O interior dos automóveis é construído para minimizar os ruídos
externos e os ruídos mecânicos do próprio veículo. Materiais
absorventes, como tecidos, são abundantes no interior dos veículos e
minimizam a vibração dos vidros que, por sinal, são bastante reforçados e
vedados, de modo que vibram minimamente. Com o veículo todo fechado,
desligado e estacionado em um lugar silencioso você terá uma verdadeira
cabine de áudio.
- Caso não consiga resolver o ambiente, elimine-o. É exatamente isso.
Se você não possui um lugar adequado, com pouca relexão acústica, uma
opção a considerar-se é gravar ao ar livre, sem a presença de ambiente
nenhum. Mas lembre-se, você precisará de silêncio, então gravar ao ar
livre só é viável se, realmente, você está em um local silencioso. Caso
seja esta a sua situação, evite ficar contra o vento e use microfonação
próxima, falando a poucos centímetros do celular.
- Articule bem as palavas. Cuidado com as consoantes como “p” e “b”,
pois podem gerar uma coluna pesada de ar, que resulta em um pulso grave.
Consoantes como “c” com som de “k” e “k” produzem um som gutural que,
em alguns casos, resulta em um clique seco no áudio. Com microfonação
afastada, não ha muito problema com as consoantes, mas, utilizando-se de
microfonação próxima, sim, o controle das consoantes é fundamental para
um bom resultado final.