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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

2022 - Detrito Urbano - Detrito Urbano

 

 

O ano era 1986. A cidade, Caxias do Sul. Provinciana cidade do Rio Grande do Sul que, naquela época, contava com uma população estimada de 260.000 habitantes. O país vinha de um contexto recente de final da ditadura militar que se encerrava no ano anterior. A população ainda bradava por eleições diretas para Presidente e tentava se adaptar novamente à um regime democrático. Tentava ser mais politizada. Os problemas sociais vivenciados eram os mesmos de hoje: corrupção, poluição, desemprego, desigualdade e injustiça social, o racismo sempre velado, além de uma inflação que ultrapassava os 500% anuais, planos econômicos fracassados, que só traziam enfraquecimento financeiro... O mundo vivia, há décadas, sob a Guerra Fria promovida pelos EUA e a então URSS.

 

E o que sobrava para os adolescentes da época? Trabalhar nas indústrias (iniciava-se mais cedo naqueles tempos... 14, 15 anos), estudar a noite e, nos finais de semana, se encontrar para beber e ouvir música, basicamente.

 

No embalo do 1º Rock in Rio, de 1985, o rock era a mania nacional e brotavam muitas bandas de diversas tendências rockeiras. Uma fração mais politizada e descontente com o sistema se identificava com o movimento e as bandas punks de grandes cidades do Brasil e do mundo que vagarosamente chegavam ao conhecimento destes jovens caxienses.

E neste cenário surge, em meados de 1987, a banda Detrito Urbano, reconhecida pioneira do punk caxiense que, com canções próprias, abordava os problemas sociais acima descritos. Hoje entendemos que o Detrito Urbano foi mais do que música, mais do que punk, representou a luta de muita gente que se identificava e queria dizer aquilo que não conseguia exprimir na individualidade: a luta por eleições diretas, o fim da ditadura militar, o fora Sarney… Expressar para a elite caxiense, uma cidade que se sentia europeia, toda a exploração, todo o silêncio velado pelo medo no período da ditadura... Enfim, o “lado B” da cidade.

 

A banda, com toda a dificuldade e troca de elementos, sobreviveu até julho de 1990, e nesta obra sintetiza-se o seu trabalho entre atitudes e pensamentos. Aqueles meninos de 15, 20 anos, não tinham como dimensionar o quanto suas canções e seu estilo que movimentaram a segunda metade dos 80’s serviriam como inspiração, e que até hoje ainda reverbera no underground caxiense...

 

FICHA TÉCNICA

01 – Detrito Urbano (02:49)

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02 – Vampiros do Poder (03:10)

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03 – Alcoólatras (02:48)

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04 – Dia a Dia (04:53)

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05 – Homens do Amanhã (04:23)

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06 – Potência do Ano 2000 (03:40)

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07 – Vômito (02:26)

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08 – América Latrina (04:15)

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09 – INSS (02:29)

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10 – Hilário, o Punk (01:39) – bônus

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11 – Zé Sobreviveu à Guerra Nuclear (01:38) – bônus

ao vivo

 

Todas as faixas, exceto 10 e 11

Gilblack – baixo, guitarra, saxofone

Guilherme – bateria

Marcon – vocal

 

Faixa 10

UFO

 

Faixa 11

Adroaldo – baixo

Gilblack – guitarra

Marcon – vocal

Zé – bateria

 

Produção Musical: Gilblack

Mixagem e masterização: Gilblack

Captura de vozes: Embrio Estúdio – Cascavel/PR

Captura de bateria: Guilherme

Captura de demais instrumentos: Gilblack

Fotografia: Adriana Quadros

 

 

 

Ouvir no Palcomp3: http://palcomp3.com/detritourbano/

 

 

Detrito Urbano

 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Música Popular Brasileira: melhores álbuns

Pensando em uma maneira de atuar na Educação de Jovens e Adultos, de modo a contribuir com uma discussão sobre os diversos movimentos musicais no Brasil e suas estéticas particulares, criou-se uma lista de álbuns disponíveis no Youtube para apreciação.

É tarefa difícil a de criar uma lista de álbuns, de modo que esta playlist não possui a pretensão de comunicar nada mais além de uma visão da História Fonográfica Brasileira a partir do entendimento do curador sobre estes movimentos. É, portanto, apenas uma opinião.

Também buscou-se proporcionar a experiência da audição de álbuns completos. Álbuns importantes podem ter ficado de fora pelo fato de não estarem disponíveis neste formato nas plataformas utilizadas: LastFM, Spotify e Youtube.

LastFM

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

2020 - Gilblack - Candeeiro Luminoso

 

Em mais um lançamento do selo Disco de Cordel, o sexto álbum de Gilblack, lançado em 2020, constitui o primeiro álbum de pandemia do artista. Das doze faixas do álbum, nove foram produzidas durante a chamada primeira onda de COVID19 no Brasil. Neste período, durante o isolamento, as faixas foram inspiradas na literatura, a partir de um podcast também produzido pelo artista para o seu trabalho na área da Educação. Assim, em meio a tempos sombrios, buscava-se uma luz na neblina dos fatos. Um olhar para dentro de si, procurando um candeeiro a iluminar, pela música, poesia e literatura, os tempos de distanciamento social.

Este álbum está disponível aqui para download e também pode ser ouvido nas principais plataformas de streaming. Também pode ser adquirido e ouvido no Bandcamp.

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Download: 2020 - Candeeiro Luminoso

 

Ouvir no Deezer: 2020 - Candeeiro Luminoso

 

Ouvir no Spotify: 2020 - Candeeiro Luminoso

 

Ouvir no Palcomp3: http://palcomp3.com/gilblack/

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

2016 - Gilblack - Cybermusic

 


 

Este é o terceiro álbum de Gilblack, lançado em 2016. Neste álbum, o artista procurou expressar em música as impressões que obteve com as leituras feitas durante e após a conclusão do seu curso de Mestrado em Música, em especial, da obra do filósofo francês Pierre Lévy, autor cunhou os termos ciberespaço e cibercultura. Em analogia, Gilblack traz o conceito de cybermusic, ou cibermúsica, em língua portuguesa: a música digitalizada, fluída, mutável, transferível, abundante e com seus significados particularizados. Engana-se quem imagina apenas um álbum de música eletrônica. Dentro da linha de produção musical deste artista, encontram-se mesclados os elementos eletrônicos, elétricos e acústicos. O fenômeno sonoro por si é, muitas vezes, a matéria-prima. A música computacional e eletroacústica presente no álbum flerta com a guitarra elétrica, o contrabaixo, o saxofone, a percussão e, muito marcante neste álbum, as flautas.

 

 

Gilblack no facebook: http://www.facebook.com/gilblack1234

 

Download: 2016 - Cybermusic

 

Ouvir no Palcomp3: http://palcomp3.com/gilblack/

 

Ouvir no Youtube: https://youtu.be/zETA6GgJtGY

 

 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

2013 - Casa da Ginga - A Cada Manhã


 

Casa da Ginga é um grupo que se notabiliza por composições poético-musicais inéditas. É formado por pessoas de diferentes formações e trajetórias, mas que tem em comum o gosto pela boa música, pela poesia e pela criatividade. A banda se apresentou em espaços culturais da grande Florianópolis e tambem em bares com o intuito de financiar este álbum. Se trata de uma produção independente, gravado e mixado pelo Gilblack. Algumas trilhas, como vozes, bateria e percussão foram gravadas no estúdio do querido Luiz Maia, o Jardim Elétriko, aqui em Florianópolis, onde o disco foi finalizado.

 

 

Download: 2012 - Casa da Ginga. A Cada Manhã

 

Casa da Ginga no facebook: http://www.facebook.com/Casa.da.Ginga

 

Ouvir no Palcomp3: http://palcomp3.com/casadaginga

 

 

 

 

 

 

Elementos Comuns nas Artes

Todas as artes envolvem criatividade humana, uso de materiais ou suportes específicos e processos de criação que resultam em uma obra com va...