quinta-feira, 8 de março de 2018

Usando as interfaces Behringer UCA200 / UCA202 / UCA222 no Linux

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As interfaces Behringer UCA 200 / 202 / 222 servem para efetuar a entrada e saída de sinal de áudio, com baixa latência, por meio de uma porta USB. Possuem uma entrada estéreo RCA e uma saída estéreo RCA. Basicamente, os três modelos são o mesmo produto e funcionam de forma análoga no Linux. Apesar desta similaridade, há algumas diferenças entre elas que detalharemos a seguir.

A interface UCA 200 não está disponível no mercado para compra. Ela acompanha as mesas Behringer da linha XENYX e serve de intermediário entre a mesa e a porta USB do micro. Este modelo não possui saída SPDIF, saída para fones de ouvido (plugue P2 estéreo) e nem controle de volume. Os modelos UCA 202 e UCA 222 diferem apenas no pacote de softwares que acompanham os produtos e possuem as saídas SPDIF e P2 estéreo e também um controle de volume. Além destes controles, os modelos UCA 202 e UCA 222 possuem uma chave liga-desliga que não está presente na UCA 200. A UCA 202 não acompanha nenhum software, enquanto a UCA 222 inclui um pacote de programas. A Behringer anuncia que a UCA 222 é compatível com PC ou MAC. Alguém precisa avisar a Behringer que todas estes três modelos de interfaces são perfeitamente suportados no Linux sem necessidade de instalar nenhum software ou drive adicional. É importante o fabricante divulgar a compatibilidade com Linux e dar suporte para a comunidade do software livre, afinal, constituímos um público que não consome software pirata e primamos pela qualidade de hardware e software.

No tocante à qualidade do áudio, estas interfaces trabalham com baixa latência, com uma taxa de amostragem máxima de 48000hz. Todos os três modelos são alimentados via USB. A única conexão com o computador é feita pela porta USB. Na entrada de áudio estéreo, deve ser conectado, por meio de cabos RCA, a fonte de entrada do som. Esta fonte pode ser uma mesa de som, um aparelho de som, um amplificador, a saída de linha de um cubo de guitarra ou baixo, um tocador de cd ou dvd; enfim, tudo que for conectável por meio de cabos RCA e possua impedância compatível com este tipo de ligação. O que quero dizer com isto é que não é possível ligar um instrumento diretamente neste tipo de interface. Mesmo que o usuário consiga contornar a questão de incompatibilidade dos conectores – RCA na interface e P10 no instrumento – por meio de adaptações, a ligação não funcionará devido à diferença de impedância. Na saída de áudio estéreo, o usuário deve conectar os monitores de referência, um aparelho de som que irá reproduzir a saída de som da interface, a entrada de um amplificador e etcétera.

Conectando-se as entradas e saídas de áudio da interface e o cabo USB no micro, estamos prontos para iniciar o trabalho. Podemos verificar se a interface foi encontrada com o seguinte comando:


user@linux:~$ lsusb Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub Bus 003 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub Bus 004 Device 002: ID 08bb:2902 Texas Instruments Japan PCM2902 Audio Codec


Podemos perceber que a interface foi encontrada. Para produzir este artigo estou usando o modelo UCA200, que foi detectado como PCM2902. O próximo passo consiste em configurar o jackd para usar a placa. Efetuamos este teste em um equipamento montado com uma placa M-Audio 1010lt e uma placa onboard HDA Intel. Utilizamos o kernel 3.2.0-32-generic-pae, rodando Debian Wheezy. Apesar de este kernel não estar preparado para baixa latência, consegue operar em tempo real, o que é suficiente em muitos casos para uma boa gravação de áudio. Para verificar as placas de áudio existentes em seu equipamento, você deve entrar com os seguintes comandos aplay -l e arecord -l. No nosso caso, o console retornou os seguintes valores:


user@linux:~$ aplay -l **** Lista de Dispositivos PLAYBACK Hardware **** placa 0: Intel [HDA Intel], dispositivo 0: ALC662 rev1 Analog [ALC662 rev1 Analog] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0 placa 1: M1010LT [M Audio Delta 1010LT], dispositivo 0: ICE1712 multi [ICE1712 multi] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0 placa 2: CODEC [USB Audio CODEC], dispositivo 0: USB Audio [USB Audio] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0


user@linux:~$ arecord -l **** Lista de Dispositivos CAPTURE Hardware **** placa 0: Intel [HDA Intel], dispositivo 0: ALC662 rev1 Analog [ALC662 rev1 Analog] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0 placa 0: Intel [HDA Intel], dispositivo 2: ALC662 rev1 Analog [ALC662 rev1 Analog] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0 placa 1: M1010LT [M Audio Delta 1010LT], dispositivo 0: ICE1712 multi [ICE1712 multi] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0 placa 2: CODEC [USB Audio CODEC], dispositivo 0: USB Audio [USB Audio] Dispositivo secundário: 1/1 Dispositivo secundário #0: subdevice #0


Para alterar o nível de pressão acústica de entrada e de saída da interface, o mixer mais apropriado é o alsamixer. Para acessar a interface, neste caso que estamos relatando, é preciso identificar a placa de som pois, por padrão, o comando alsamixer usado sem parâmetro algum irá abrir a primeira placa de som da lista, no caso a placa HDA Intel. Desta forma, usamos o comando alsamixer -c2. O parâmetro -c serve para selecionar a placa de som e o número 2, no nosso sistema, identifica a placa USB Audio CODEC. Na figura 1, temos a saída do comando alsamixer -c2.


Figura 1. saída do comando alsamixer -c2



Podemos perceber que esta placa somente possui controle do volume de saída. O controle de volume de captura não está disponível. Na realidade, o controle de volume de captura deve ser feito na unidade física conectada à entrada RCA da interface ou, na impossibilidade de isto ser feito, no controle de entrada do software de gravação que estaremos utilizando. A primeira alternativa é a mais recomendada, pois o sinal de áudio que entrar pela captura da placa não poderá clipar, distorcendo a gravação.

Com a placa selecionada e com o volume adequado, já é possível gravar usando o Audacity, por exemplo. Para tanto, basta abrir o programa e selecionar a placa de captura em Editar → Preferências → Dispositivos, conforme detalhamos na figura 2.


Figura 2: preferências Audacity



Para uma captura mais profissional, usando um DAW como o Ardour, por exemplo, é preciso configurar o jackd para usar esta interface de áudio. A única tarefa a ser realizada é indicar esta placa nas configurações do qjackctl. Na figura 3, apresentamos uma sugestão de configuração para o jack.


Figura 3: parâmetros do jackd



Para obter esta configuração do jackd via linha de comando os parâmetros deverão ser semelhantes aos da sequência abaixo:


/usr/bin/jackd -P20 -p1024 -t5000 -m -dalsa -dhw:2 -r48000 -p256 -n2 -s -S -H -M -Xseq


Onde os valores mais importantes são:


p: port maximum

t: timeout

r: taxa de amostragem

dhw: numero da interface de áudio


Ativando-se o jackd desta forma, é possível efetuar qualquer operação de gravação ou de modulação do som em qualquer software que se conecte ao jackd. Aproveite a flexibilidade destas interfaces, as quais podem ser levadas junto com um notebook para qualquer local e realize boas capturas. Claro, use linux sempre.


Gilberto André Borges

Mestre em Música / UDESC



sábado, 18 de março de 2017

Quantos alunos podemos atender simultâneamente em uma aula de música?

Digam um número de um a trinta e seis. Bem. Partir de um não vale para aulas curriculares de música. Então, sejamos mais justos com a realidade: é preciso um número entre quinze e trinta e seis. Trabalhando com Educação Musical no contexto curricular, já há dezesseis anos em uma rede pública de ensino, nunca me deparei com menos de quinze alunos em uma sala de aula. Mas, este número também não faz justiça à verdade. Na imensa maioria das salas de aula em que entrei, pude contar mais de trinta estudantes por turma.

Governos estaduais e prefeituras passam por um momento de corte em gastos com pessoal oriundos de má gestão dos recursos públicos e da falta de prioridade e compromisso com a qualidade do serviço público oferecido à poulação. A prioridade de governantes neste país nunca foi a educação pública. Aliado a isto, a crescente demanda por educação infantil fez com que muitos municípios centrassem ainda mais seus investimentos na construção, ampliação e manutenção de creches e núcleos de educação infantil. Não estamos dizendo que isto é errado. A educação infantil é um direito, mas acompanhando este movimento, percebe-se uma redistribuição de recursos e, consequentemente, uma diminuição nos investimentos no ensino fundamental. Uma das faces mais cruéis desse movimento e, do descaramento dos gestores públicos, aparece no crescente aumento de alunos por sala de aula, inclusive com fechamento de escolas e remanejamento de estudantes e professores. O caso de maior repercussão aconteceu recentemente no Estado de São Paulo, na gestão de Geraldo Alckmin e gerou protestos e ocupação de escolas. Mas remanejar estudantes e fechar escolas é prática em outros estados e municípios Brasil afora.

Em áreas urbanas, na rede pública em que trabalho, não raro atendemos turmas com mais de trinta alunos, chegando até trinta e seis estudantes por sala de aula. A própria estrutura físca das salas mal comporta este número, ficando difícil a circulação de alunos e do professor pela sala. Os prejuízos são enormes ao processo pedagógico: o atendimento individualizado ao aluno torna-se inviável; o professor leciona para o aluno médio - alunos acima ou abaixo da média dificilmente obterão o atendimento que necessitam; fica muito mais difícil lidar com a indisciplina, pois mesmo que os alunos conversem sussurradamente, o som gerado é muito alto (e os alunos não conversam sussurradamente na escola, por via de regra, eles gritam em sala de aula); conteúdos que necessitam de uma participação individual do aluno acabam sendo evitados, pois uma exposição individual demandaria mais tempo do que dispõe-se em uma aula de quarenta e cinco minutos; o tempo demandado pelo professor para preencher a burocracia escolar e em tarefas de controle é muito maior; entre outros aspectos que poderiam ser citados.

No Ensino Fundamental de Nove Anos, um professor de música pode atender, como é no meu caso, até nove turmas de anos diferentes. Atendo, atualmente, nove turmas diferentes e mais uma turma extracurricular, totalizando dez turmas diferentes. Isto compreende efetuar dez planejamentos semanais dferentes, pois o aluno do primeiro ano do ensino fundamental é muito diferente do aluno do segundo ano do ensino fundamental, que por sua vez, difere muito do aluno do terceiro ano e assim por diante, até chegarmos ao nono ano. Cada turma é uma turma e o correto em termos pedagógicos é podermos planejar cada aula de cada turma individualmente. Isto é utopia para uma demanda de dez planejamentos semanais.

Pois, bem. Em cada turma, não raro, contamos com alunos portadores de necessidades especiais. Alguns, inclusive, com comprometimento cognitivo. Os casos mais graves, recebem o atendimento individualizado com um professor auxiliar. Outros casos, mais leves ou, não tão leves, mas ainda não diagnosticados, não contam com este recurso. No meu caso, atendo hoje, vários alunos com problemas cognitivos graves ainda sem diagnóstico. Pois bem. Façamos de conta que cada turma possui um aluno com necessidades especiais (o que corresponde ao que tenho atendido nos últimos anos). Neste caso, além dos dez planejamentos gerais necessários por semana para cada turma, este professor deveria efetuar um planejamento à parte para cada aluno portador de necessidades especiais.

É, caros colegas educadores musicais e estudantes de licenciatura em música. A realidade é muito mais dura do que encontramos na literatura linda de nossa área! É claro que é humanamente impossível a um professor, por mais capacitado, experiente e dedicado que possa ser efetuar tantos planejamentos semanais. Imagine que cada turma deveria ter seu próprio repertório, seu nível próprio de desenvolvimento musical e suas particularidades respeitadas, as diferenças entre os alunos compreendidas e trabalhados pelo educador musical. Ah, que utopia! Quisera um dia ter a chance de ser um educador musical de verdade! Poder ter tempo para planejar adequadamente e me preparar para cada aula como deveria ser. Ter às mãos o material necessário que cada aula e cada aluno merece! Por enquanto, ser educador musical de verdade é tentar, em meio a um sistema educacional público caótico e falido, fazer o melhor possível. Tenho certeza que faço! Vejo sorrisos nos lábios de meus alunos e muita música boa acontecendo nas turmas em que leciono. Mas a que preço? O da minha saúde? O de minha sanidade?

Infelizmente, não vejo a área de música, ou mesmo a área de artes, debater este tema. Aceitamos turmas enormes, mesmo que isto signifique não conseguir sequer o silêncio necessário para ouvir uma música, trabalhar técnica vocal sem gritos ou mesmo enxergar as diferenças entre cada estudante. Dez turmas com trinta alunos em média, significa atender a trezentos alunos simultâneamente em um ano. Como visualizar e acompanhar o desenvolvimento musical de cada um? Como compreender o caos de atender alunos de seis a quatorze anos de idade? Parece que só tenho perguntas a fazer neste momento, mas algumas coisas me são claras: a) deveríamos atender a menos turmas e em grupos menores; b) os alunos deveriam poder optar por estudar música, artes visuais, teatro ou dança no ensino fundamental; c) aula de música deveria estar centrada no ensino de instrumentos ou do canto (que é o que sabemos fazer, afinal de contas).


Gilberto André Borges

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Utilizando o Wireless Mixer do Android no Linux

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Neste artigo, abordaremos os passos necessários para a utilização do Wireless Mixer do Android 4, nos aplicativos de áudio existentes para Linux. Vamos iniciar compreendendo alguns conceitos. O Wireless Mixer é um aplicativo para o sistema operacional Android, atualmente, o sistema mais utilizado em smartphones e tablets. O Wireless Mixer não mixa diretamente nenhum sinal de áudio. A sua função é controlar, por meio de sinais midi enviados por wifi, o mixer de um outro aplicativo existente no computador. O Wireless Mixer envia sinais pela rede wifi que são interpretados pelo software a ser controlado, funcionando como um controlador midi. Isto pode ser útil no comando de um DAW – Digital Audio Workstation – à distância. Mas porque isto seria útil? Bem, podemos considerar que na hora da mixagem, o operador de som poderá afastar-se dos monitores para perceber nuances de som que não são percebidas no campo próximo, como a dispersão dos graves pelo ambiente, entre outros.

O primeiro passo para utilizar o Wireless Mixer é instalá-lo no Android. A maneira mais fácil de instalar o aplicativo é por meio do GooglePlay. Você também pode baixar o software e instalá-lo manualmente seguindo o enlace abaixo:

http://play.google.com/store/apps/details?id=com.bti.wirelessMixer



Estando instalado o Wireless Mixer, o próximo passo consiste em instalar o software que vai receber o sinal do mixer e interpretá-lo para o software que estaremos usando. Trata-se do DSMIDIWIFI. Este software pode ser obtido gratuitamente com o código abaixo, que deve ser digitado em um terminal:

linux@user:~$ wget -c https://storage.googleapis.com/google-code-archive-downloads/v2/code.google.com/dsmi/dsmidiwifi-v1.01.tgz

Isto feito, deve-se descompactar o conteúdo do pacote dsmidiwifi-v1.01.tgz, com o seguinte comando:

linux@user:~$ tar -xzf ./dsmidiwifi-v1.01.tgz

O próximo passo será mover o executável para a pasta bin e lhe dar atributos de execução. Parece complicado, mas os dois comandos abaixo dão conta do recado:

linux@user:~$ sudo cp ./dsmidiwifi-v1.01/DSMIDIWiFi /usr/bin/dsmidiwifi

linux@user:~$ sudo chmod +x /usr/bin/dsmidiwifi

Você deve haver notado o comando sudo antes destes dois últimos comandos. Ele está presente, pois estas duas ações requerem poderes de administrador. Você pode executar estes comando logando como root no terminal.

Bem. O Wireless Mixer está instalado no dispositivo Android e o DSMIDIWIFI está instalado no linux. Agora, vamos utilizar como software a ser controlado o Hydrogen. Escolhemos este software pelo fato de que ele possui um sistema simples de gravação de comandos midi. Acreditamos que softwares como Ardour e Rosegarden também funcionarão, com algumas adaptações nos passos aqui descritos.

Então, vamos rodar o Wireless Mixer no Android e o Hydrogen no Linux. Primeiramente, abra o Wireless Mixer no Android. Isto feito, devemos rodar o DSMIDIWIFI antes de abrir o programa a ser controlado. Então, em um terminal, no Linux, digite o seguinte comando:

linux@user:~$ dsmidiwifi

midi2udp initialized

udp2midi initialized

As linhas midi2udp initialized e udp2midi initialized que apareceram no terminal, logo abaixo do comando, indicam que o software iniciou. Há um detalhe importante que precisa ser dito: o dispositivo Android e o computador com Linux devem estar, cada um com seu IP, logados na mesma rede wifi.

Pronto. Você já pode abrir o Hydrogen. Agora, nas configurações do Hydrogen, será necessário configurá-lo para receber e interpretar os sinais do controlador. É preciso abrir as preferências do Hydrogen e ir até a aba SISTEMA MIDI, como na figura abaixo:





Se você nunca usou o sistema de controle midi do Hydrogen, provavelmente, os valores e eventos CC estarão em branco. Para gravá-los, clique no botão de gravação do evento, este com o círculo vermelho, e clique na ação que deseja gravar lá no Wireless Mixer. Isto enviará o sinal midi para o Hydrogen. Feito isto, escolha a ação que deseja controlar com este parãmetro.

Espero que tenha sido útil e que tenha ficado claro a maneira de operar o sistema. Grande abraço.


Gilberto André Borges

Mestre em Música / UDESC

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

2016 - Gilblack - Cybermusic

 


 

Este é o terceiro álbum de Gilblack, lançado em 2016. Neste álbum, o artista procurou expressar em música as impressões que obteve com as leituras feitas durante e após a conclusão do seu curso de Mestrado em Música, em especial, da obra do filósofo francês Pierre Lévy, autor cunhou os termos ciberespaço e cibercultura. Em analogia, Gilblack traz o conceito de cybermusic, ou cibermúsica, em língua portuguesa: a música digitalizada, fluída, mutável, transferível, abundante e com seus significados particularizados. Engana-se quem imagina apenas um álbum de música eletrônica. Dentro da linha de produção musical deste artista, encontram-se mesclados os elementos eletrônicos, elétricos e acústicos. O fenômeno sonoro por si é, muitas vezes, a matéria-prima. A música computacional e eletroacústica presente no álbum flerta com a guitarra elétrica, o contrabaixo, o saxofone, a percussão e, muito marcante neste álbum, as flautas.

 

 

Gilblack no facebook: http://www.facebook.com/gilblack1234

 

Download: 2016 - Cybermusic

 

Ouvir no Palcomp3: http://palcomp3.com/gilblack/

 

Ouvir no Youtube: https://youtu.be/zETA6GgJtGY

 

 

Elementos Comuns nas Artes

Todas as artes envolvem criatividade humana, uso de materiais ou suportes específicos e processos de criação que resultam em uma obra com va...